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Reflexos II

publicado por ónix, em 26.01.10

Hoje olhei-me ao espelho e nele vi reflectida a imagem da mulher que sou. Reparei no meu olhar sonhador e sorri. Concentrei-me no sorriso... é transparente como as águas límpidas de um rio. Continuo a olhar-me e relembro a menina que fui e olho fixamente a mulher que sou. E penso no que ganhei ao longo dos anos, ao longo da vida. E foram tantas as coisas ganhas... bem mais do que às vezes imagino.

Ganhei vontade de lutar por uma vida digna e mais justa, ganhei amizades insubstituíveis por vezes difíceis de conquistar, ganhei aquele amor imensurável de todos os que são parte de mim e ganhei sobretudo a capacidade de sonhar e alcançar!

 

Para o Caravaggio... foi quem me incentivou a escrever este repto.

 

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publicado por ónix às 23:06

Reflexos

publicado por ónix, em 13.01.10

Daqui a alguns anos quando me olhar ao espelho e verificar com desilusão a imagem que irá reflectir, vou passar a minha velha mão por cada ruga vincada no meu rosto. Vou reparar de certeza no meu olhar cansado e triste e no sorriso ainda sincero e genuíno que  com toda a certeza irei manter. Não queria de todo envelhecer, o passar do tempo faz a minha alma chorar e soltar gemidos de angústia.

Provavelmente continuarei a olhar a imagem reflectida num espelho que não mente e apesar do passar dos anos sei que vou gostar imenso da mulher que fui, a mulher  que travou batalhas em prol da justiça e perdeu, a mulher que  se empenhou com garra pelos direitos de quem sofre e perdeu, a mulher que durante toda  a sua vida quis lutar por um Mundo melhor. E perdeu!

 

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publicado por ónix às 22:52

Última noite

publicado por ónix, em 02.01.10

Ela veio de longe feliz e com um brilho no olhar. Ao chegar correu de encontro às duas amigas que a esperavam com alguma ansiedade e alegria. Parecia quase surreal sair da vila que a acolhia no dia a dia e percorrer todos aqueles quilómetros para passar uma noite... aquela que é considerada especial por ser a última. Após a euforia do reencontro, sucederam-se os abraços e cumprimentos da praxe. Dirigiram-se então à velhinha praça da cidade agora restaurada e encantadora tendo como vista principal o imponente castelo iluminado. Iriam juntar-se a outros onze e enquanto aguardavam a sua chegada, sentaram-se em volta da mesa do café e entre martinis e cigarros para todos os gostos surgiram mais uma vez as confissões que aos poucos iam sendo silenciadas à medida que ia chegando quem faltava para o jantar daquela noite... a última do ano.

Estando os catorze acomodados confortavelmente no restaurante do hotel da velhinha praça, sucederam-se as conversas, os sorrisinhos,os olhares cúmplices,as piadas, as gargalhadas e os brindes... ai os malandros dos brindes que pareciam não ter fim. Após um jantar bem animado dirigiram-se os catorze para a praça molhada e gélida para brindar mais uma vez ao novo ano que começava. Brinde a isto, brinde aquilo, brinde ao aqueloutro rumaram finalmente ao acolhedor café concerto situado bem juntinho à velha marisqueira que ainda hoje guarda no mais profundo silêncio, as confissões de uma noite fria e chuvosa. E foi naquele lugar aprazível que passaram o resto da noite... a rir, a conversar, a cantar, a pular e a dançar ao som das saudosas músicas dos anos oitenta, anos que  já consideramos tão distantes

Foi uma noite como tantas outras mas que teimamos em considerar especial por ser a última.

E esta foi especial... muito!Pura e simplesmente por ter sido com quem foi!

 

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publicado por ónix às 00:27







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