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Primavera

publicado por ónix, em 26.03.11

Gostaria de voltar a estar contigo num dia de Primavera, de preferência junto ao rio de águas mansas a ver o sol desaparecer subtilmente na linha do horizonte. Provavelmente falaríamos de coisas banais, do tempo e da temperatura amena, das flores e dos pássaros, dos campos verdes e das papoilas, dos dias que estão maiores e das noites mais pequenas.

Por mim ficaria assim a vida inteira, sem preocupações e lamentos, sem dores nem dissabores, os dois bem juntinhos a ver aquele pôr de sol num fim de tarde soalheira. Recordaria cada Primavera passada na casa da minha infância, o cheiro das rosas e dos lilases, as correrias inocentes pela avenida que floria para nós.

Que tens, perguntar-me-ias ao sentir-me triste.

Nostalgia, queria voltar a ser criança.

Apertar-me-ias junto ao peito e murmurarias ao meu ouvido a mais doce melodia.

Acalma o teu coração de menina... serás sempre minha. Quando eu partir vou nascer de novo para te voltar a encontrar, e acredita, será no mais belo fim de tarde de uma Primavera qualquer.

 

Texto escrito para a Fábrica de Histórias

 

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publicado por ónix às 14:27

Escreve-me

publicado por ónix, em 21.03.11

Escreve para mim o mais belo poema de amor, disse-te eu um dia

Tu olhaste-me com ternura infinda e correste desenfreado

à procura das palavras...

Colheste-as uma a uma e escreveste-as no papel

 

Lê-as devagarinho, disseste-me tu um dia

E eu, com medo do desengano, li as reticências, as vírgulas e os pontos finais

Quando terminei, no silêncio de mim, o coração chorou baixinho

com o assombro das palavras...

 

Apertei nas mãos e fiz calar o que tinha escrito para ti...

Definitivamente não sei escrever poemas de amor!

 

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publicado por ónix às 21:36

Dezanove

publicado por ónix, em 19.03.11

Shiu... não digas a ninguém que hoje é aquele dia em que vou sentir especialmente a falta de nós, a falta do teu afago, a falta da tua voz que me fez reparar em ti. Foste o meu grande amor, há quem diga que todas as pessoas têm um amor assim e tu foste tão especial, que queres que te diga!

E é no silêncio de nós que recordo os momentos partilhados, as gargalhadas dadas com vontade, os abraços prolongados, os beijos que não posso revelar.

Vou continuar a sentir a falta de ti até cair a noite sobre a cidade. Depois, no aconchego do meu quarto, deixo-me embalar em palavras  de amor  serenas e adormeço a sonhar contigo.

 

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publicado por ónix às 01:43

Palavras para uma imagem

publicado por ónix, em 05.03.11

 

Hoje subi ao sotão das recordações.

Vagueei por entre a poeira do tempo, por entre correrias e brincadeiras sem maldade, senti na alma e no corpo o esgar de alguns fantasmas do passado.

Tropecei em mágoas que deixaram cicatrizes, em paixões que deixaram saudade, em máscaras de vida que me ensinaram a viver.

Senti-me aprisionada, ajoelhei-me num cantinho de memórias, deixei cair lágrimas de raiva.

Resumi a vida num dia de Carnaval, senti arrepios de momentos, abracei aquele amor de outrora.

Condenei as injustiças do mundo, acreditei em coisas de paz, enrosquei-me em divagações de esperança.

Imaginei-me criança sem máscara, recordei gargalhadas de um Carnaval distante, reportei-me à minha infância.

 

Levantei-me apressada, sacudi a poeira do tempo, deixei de ser criança, preparei-me para enfrentar o futuro.

 

Texto escrito para a Fábrica de Histórias

 

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publicado por ónix às 22:36







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