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Insignificâncias

publicado por ónix, em 23.06.09

 

Hoje fui visitar o meu amigo Zé na esperança de o encontrar melhor. E saí com a esperança a escapar-se-me por entre os dedos. Dele, apenas senti o apertar da sua mão na minha num gesto instintivo ou coincidente. Fugi daquele quarto com uma sensação de impotência incontrolável. Passei pelo átrio em silêncio e em silêncio dirigi-me para o exterior. Tomei a direcção do meu carro e parei... acendi um cigarro e olhei à minha volta. Observei as pessoas, olhei o sol, senti o vento tocar-me o rosto e um turbilhão de pensamentos trespassou-me a alma.

Quantas vezes ficamos enraivecidas porque não há o número daquele vestido lindo que sorri para nós naquela montra, tantas vezes chorámos pela perda de um grande amor, tantos acessos de raiva porque temos um pneu furado e não sabemos o que fazer, tanta vontade de dizer um chorrilho de asneiras porque acabámos de entornar o café em cima das calças brancas acabadas de estrear e mais um acesso de raiva quando partimos aquela peça favorita que enfeitava o móvel lá de casa...

Todas estas pequenas coisas, comparadas com o querer olhar e não poder, querer falar e não conseguir, querer tocar e não sentir... são meras insignificâncias!

 

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publicado por ónix às 22:46


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