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Reencontros

publicado por ónix, em 12.07.10

Fui passar o fim de semana à praia. Reencontrei o mar. E rencontrei-me a mim. Passaram serenos os dias e devia ser sempre assim. Houve banhos de sol, conversas agradáveis de esplanada por entre cigarros e cafés, gargalhadas dadas com aquela vontade, jantares regados com vinho verde e confissões. Não me apetecia de todo voltar para a monotonia dos dias. Mas estou feliz. O mar espera por mim. Vou voltar muito em breve. Mais cedo do que ele pensa.

 

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publicado por ónix às 23:46


comentários

De artesaoocioso a 29.03.2011 às 22:46

Margarida,
Na minha infância o murmurar do mar adormecia-me.
Tenho dificuldade em viver longe dele.
O mar espera por si, não falte ao encontro.
Um abraço

De ónix a 30.03.2011 às 00:23

Que bom adormecer com o som do mar...
Estes seus comentários deixam-me sempre apaziguada e a admirar a sua escrita.
Não, não faltarei ao encontro.
Abraço

De artesaoocioso a 01.04.2011 às 22:57

Cara amiga,
Enquanto criança tive outros brinquedos: fazer papagaios com canas e papel de seda colorido, comer pedaços de atum a fumegar antes de ser enlatado , areias douradas, dumas e o mar azul como o céu:o Algarve ainda não tinha sido descoberto.
Não quero maça-la mais com memórias de garoto pobre.
Um abraço

De ónix a 01.04.2011 às 23:55

João
Nunca me maçam os seus comentários, pelo contrário. Adoro-os e este é mais um deles. Garoto pobre? Crescer entre dunas e o azul do mar e fazer papagaios com papel de seda não é mau de todo, pois não?? A infância dos meninos de agora cinge-se ao computador e jogos electrónicos, acha que é saudável? Não, meu amigo...brincar ao berlinde e com carrinhos de ladeira com os vizinhos, isso sim, era ter uma infância feliz.
Um abraço para si com toda a consideração

De artesaoocioso a 03.04.2011 às 21:29

Margarida,
Tenho uma sombra que me persegue sempre: que interesse têm coisas passadas há 50 anos ou mais? Muita coisa tem ficado no tinteiro.
Arrisco a história do atum que me parece impensável nos dias de hoje.
Naquela época ( anos 45 mais ou menos ) as fábricas de conservas trabalhavam com o portão principal aberto para cargas e descargas.
Eu e outros «maçaricos» esgueirávamo-nos em pequenos grupos, dois ou três, para roubar pequenos pedaços de atum a secar em padiolas antes de ser enlatado. Não era necessidade, era guloseima. Atum fresquíssimo, acabado de cozer e ainda a fumegar com o aliciante do interdito, era uma maravilha. Não havia bolo que pudesse igualar.
As operárias deviam achar graça aos pequenos pardais que iam bicar no atum e fechavam os olhos. Hoje, gostava de poder fazer uma traquinice destas.

De ónix a 05.04.2011 às 21:30

Todas as coisas do passado têm interesse e trazem magia a quem as lê. Não gosto de recordar o meu passado mas ouvir histórias do passado contadas pelos outros e desde que não sejam exageradas, eu adoro. Não me canso de ouvir a minha avó que tem 91 anos, contar episódios do meu avô e dos amigos passados no velho Largo da Botica.
Beijinhos João e que tenha muitas histórias para contar

De ónix a 06.04.2011 às 21:25

Esqueci-me de referir que adorei esta sua história...

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