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A norte

publicado por ónix, em 29.01.11

- Não te mexas, mantém esse olhar e essa expressão... vou lá acima buscar a máquina para te tirar uma foto. Estás tão linda, meu amor.

E levantaste-te num ápice e eu tive de sorrir achando que naquele instante estragara o momento e a expressão. Quando me olhaste já de pé fizeste cara de amuado e voltaste a sentar-te.

- O que é que querias, achas que era capaz de manter a mesma expressão durante tanto tempo? Vá lá, não fiques triste comigo... - murmurei baixinho fixando-me naqueles olhos negros que me enfeitiçavam sempre que os olhava.

Alheios às pessoas que entravam e saíam do café naquele quase anoitecer de uma noite de Verão algures a norte, estávamos nós dois, sentados numa mesa circular encostada à parede. Fizemos promessas de amor eterno, lembras-te? Como se tal fosse possível.

Ainda hoje recordo este momento como se fosse de agora... e já passou tanto tempo. Tenho saudades de ti, de vez em quando padeço deste síndrome se é que lhe posso chamar assim.

Nunca mais voltei à cidade que nos acolheu nesse Verão algures a norte, só sei que tem um rio de águas mansas onde ficaram eternizadas  promessas e juras de um amor imenso.

 

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publicado por ónix às 01:21


comentários

De Ametista a 29.01.2011 às 19:02

Fizeste-me chorar.. e não consigo encontrar as palavras certas para dizer-te que o que escreveste aqui está simplesmente lindo..
É tão suave a nostalgia..

Adoro-te, manuska

De ónix a 30.01.2011 às 01:53

Credo, miúda.. não escrevi para cairem lágrimas. O que passou, passou. Vivamos o presente.O resto logo se verá.
Bjiiinhos...muitos

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