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Sedução

publicado por ónix, em 31.08.12

 

Lado a lado,encostados ao balcão do bar eles falam sobre coisas banais. Separados pela distância e pelo tempo a amizade que os uniu outrora foi desvanecendo com o passar das horas e dos dias. O burburinho das conversas e a música envolvente, toldam-lhes os sentidos fazendo despertar emoções desconhecidas. Sente a mão dele percorrer-lhe as costas, sente-a depois insinuante nas ancas,sente-as finalmente a descansar em redor das coxas. E ela deixa. Depois entrelaça-lhe a cintura num jogo de sedução irresistível, cola o seu corpo ao dela e murmura-lhe em tom de súplica "dança comigo" e ela agarrada a ele deixa-se rodopiar, deixa-se embalar. Saem do bar, os sentidos baralhados, as emoções revoltas como um mar em dia de tempestade. Continuam a falar de coisas banais, observam o rio que vai correndo ao sabor da noite quente. Param, encontram-se os olhos, nasce o beijo desejado. Ele abraça-a, ela abraça-o e em tom de súplica no olhar doce, ela afasta-se a correr pela noite dentro com a voz da razão a matar cruelmente a vontade .

Sempre foi assim e possivelmente sempre assim será... medo do dia seguinte, medo de ser feliz, medo de seguir a voz ténue do coração.

 

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publicado por ónix às 02:41


comentários

De efoi a 31.08.2012 às 11:13

Aí está, voltaram os reptos!
Como estás? As férias já foram?

Uma boa escrita, algo incómoda, estas coisas esmifram o estômago...

bjinho

De ónix a 31.08.2012 às 17:59

Até parecia mal o "reptos" sem as lamechices habituais... que esteja tudo bem contigo. Obrigada pela passagem e pelas palavras.
Bjinhos

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